Medicina endocanabinóide é o campo clínico que estuda como modular o sistema endocanabinóide com finalidade terapêutica. Isso inclui o uso de fitocanabinóides como o CBD e o THC em formulações medicamentosas padronizadas, mas o campo é mais amplo do que a prescrição de cannabis: abrange a investigação de como esse sistema de regulação do organismo se relaciona com diferentes condições clínicas e como intervir nele de forma criteriosa e baseada em evidência. É uma área em expansão ativa, com crescente produção científica, mas ainda com muitas questões em aberto.
Na prática clínica, a medicina endocanabinóide começa pela avaliação: identificar se o perfil clínico do paciente tem correspondência com as condições em que há evidência de benefício de modulação do sistema endocanabinóide. Isso envolve o diagnóstico de base, o histórico de resposta a tratamentos anteriores, a presença ou ausência de contraindicações e, quando pertinente, a integração com outros profissionais envolvidos no cuidado. Não é uma consulta em que o objetivo é prescrever cannabis: é uma avaliação clínica que pode ou não concluir pela indicação de algum recurso nesse campo.
O que diferencia a medicina endocanabinóide de uma prescrição avulsa de CBD é a estrutura do cuidado. A indicação de qualquer substância que atue no sistema endocanabinóide deve estar inserida em um plano clínico mais amplo, com critérios de monitoramento, ajuste de dose ao longo do tempo e comunicação com os demais profissionais que acompanham o paciente. Sem esse contexto, o uso se torna automedicação, independentemente do nome dado a ele. A medicina endocanabinóide, como campo, posiciona essa modulação dentro de um protocolo, não fora dele.
O Instituto Alceu Giraldi conta com profissional com formação específica em medicina endocanabinóide integrado ao time psiquiátrico. Isso permite que a avaliação ocorra com rigor diagnóstico e dentro de uma estrutura de cuidado que envolve, quando necessário, outros profissionais da equipe clínica. Nenhuma indicação nesse campo é feita de forma isolada do plano de tratamento mais amplo.
Se você chegou até aqui por interesse próprio, por indicação de alguém próximo ou porque tratamentos anteriores não responderam como esperado, o próximo passo é uma consulta de avaliação. O profissional vai identificar se existe indicação, qual seria o recurso mais adequado ao seu perfil e o que acompanhar ao longo do tempo.
