Especialidade clínica · Instituto Alceu Giraldi
Quando o problema tem a ver com ser mulher.
Mulheres adoecem de formas que a medicina levou décadas para nomear. O ciclo hormonal, a gestação, a menopausa e a sobrecarga de papéis sociais interferem diretamente nos neurotransmissores e no humor. Esse quadro exige olhar clínico próprio: não mais genérico, não menos rigoroso.
Agendar consulta2x
Mais depressão em mulheres
Vs. homens ao longo da vida
3 a 8%
Das mulheres têm TDPM
Condição reconhecida pelo DSM-5
11
Profissionais ativos no Instituto
Psiquiatras e psicólogas disponíveis
1h
Duração da consulta
Tempo necessário para escuta real

Por que existe esse cuidado específico
A mente feminina adoece de forma diferente.
O estrogênio e a progesterona não regulam só a fertilidade. Eles modulam a serotonina, a dopamina e o sistema de resposta ao estresse. Quando os níveis hormonais oscilam, no ciclo menstrual, na gestação, no pós-parto ou na menopausa, o humor oscila junto. Para muitas mulheres, essa ligação é invisível porque nunca foi nomeada. A investigação clínica que ignora essa base biológica chega a diagnósticos incompletos.
Ao mesmo tempo, o contexto social amplifica o risco. A mulher que acumula trabalho remunerado, maternidade, cuidado de familiares e gestão da casa carrega uma carga de ativação crônica que o corpo traduz em exaustão, irritabilidade e insônia. Esse esgotamento é real, mensurável e merece investigação clínica, não normalização. A consulta que só pergunta 'você está triste?' não alcança o que está acontecendo.
O resultado prático é que muitas mulheres chegam ao consultório depois de anos descrevendo sintomas que foram minimizados como estresse ou sensibilidade. O tempo sem nome para o que se sente tem custo clínico. A psiquiatria com recorte feminino existe para encurtar esse caminho: investigar com as perguntas certas, no momento certo do ciclo de vida, com atenção ao que a biologia e o contexto social estão fazendo em conjunto.
O que acompanhamos
Condições que pedem atenção específica em mulheres.
Algumas dessas condições são exclusivas do ciclo feminino; outras existem nos dois sexos, mas se manifestam de forma distinta na mulher.
Depressão
Na mulher, a depressão nem sempre se apresenta como tristeza visível. Irritabilidade persistente, sensação de vazio, perda de prazer nas coisas que antes importavam e a capacidade de seguir funcionando enquanto adoece por dentro são apresentações comuns. A naturalização do sofrimento feminino atrasa o reconhecimento do quadro.
Saiba maisDepressão pós-parto
O período perinatal concentra as maiores oscilações hormonais da vida adulta. A depressão pós-parto é diferente do baby blues, que dura dias e se resolve sozinho. Quando a exaustão, o choro e a sensação de incapacidade persistem por mais de duas semanas após o parto, o quadro precisa de avaliação médica.
Saiba maisTDPM · disforia pré-menstrual
A TDPM começa quando os sintomas de humor deixam de ser desconforto previsível e passam a comprometer o trabalho, os relacionamentos e a rotina. A janela de piora é sempre nos dias que antecedem a menstruação. Não é TPM forte: é uma condição reconhecida pelo DSM-5 com critérios clínicos definidos e tratamento específico.
Saiba maisBurnout materno
Esgotamento profundo que emerge quando a demanda da maternidade excede por tempo prolongado os recursos físicos e emocionais disponíveis. Não é fraqueza, não é falta de amor: é um quadro clínico que tem investigação e acompanhamento. Aparece em mães de recém-nascidos, de crianças com necessidades especiais e em mães que trabalham fora sem suporte adequado.
Saiba maisMenopausa e saúde mental
A queda do estrogênio na menopausa afeta diretamente os sistemas de neurotransmissores responsáveis pelo humor, pelo sono e pela cognição. Irritabilidade, ansiedade, baixo humor e dificuldade de concentração nessa fase têm base neurobiológica documentada. A avaliação psiquiátrica integrada ao acompanhamento clínico pode mudar a qualidade de vida nesse período.
Saiba maisAnsiedade
O transtorno de ansiedade generalizada é quase duas vezes mais prevalente em mulheres do que em homens. A combinação de hiperativação crônica do eixo do estresse com as demandas acumuladas da vida contemporânea cria um terreno de manutenção do quadro que precisa ser abordado clinicamente.
Saiba maisTranstornos alimentares
Anorexia nervosa, bulimia e compulsão alimentar têm prevalência marcadamente maior em mulheres. O julgamento do corpo feminino e as pressões estéticas que chegam desde a adolescência fazem parte do campo clínico que precisa ser investigado. O acompanhamento integra psiquiatria e psicologia.
Saiba maisPerimenopausa
A transição para a menopausa começa anos antes da última menstruação e concentra oscilações hormonais intensas que afetam o humor de forma imprevisível. Essa janela de vulnerabilidade é frequentemente subestimada. A mulher em perimenopausa pode experimentar sintomas depressivos e ansiosos pela primeira vez na vida.
Saiba mais
Profissionais
Quem acompanha você.
A equipe combina psiquiatras com foco feminino e psicólogas com atuação em questões específicas da vida da mulher.

Dra. Amanda Bragatto
CRM-SP 210.749
Psiquiatra com foco em saúde mental feminina, TDPM e saúde da mulher em todas as fases do ciclo. Autora de três posts autorais no blog do Instituto sobre depressão silenciosa, sobrecarga feminina e menopausa.
Ver perfil completo
Dra. Tamara Saba
CRM-SP 230.870 · RQE 136.001
Psiquiatra com residência completa e RQE registrado. Experiência em psiquiatria perinatal, perimenopausa e saúde mental ao longo das quatro fases da vida.
Ver perfil completo
Dr. Thiago Dias
CRM-SP 159.846 · RQE 87676
Psiquiatra · diretor técnico. Avaliações complexas e casos que combinam múltiplos quadros.
Ver perfil completo
Dra. Janaína Lopes
CRP 100.877
Psicóloga. Acompanhamento terapêutico em questões de maternidade, relacionamentos e identidade feminina.
Ver perfil completo
Dra. Maria Rosa Bazan
CRP em verificação
Psicóloga. Especialista na relação com a alimentação, fome emocional e acompanhamento psicológico pré e pós-cirurgia bariátrica.
Ver perfil completo“Cheguei achando que era nervosismo meu. Foi a primeira médica que perguntou sobre o meu ciclo antes de falar em remédio. Pela primeira vez senti que o que eu sentia tinha explicação, não era histeria.”
Perguntas frequentes
O que as pacientes perguntam antes de marcar.
- Psiquiatria feminina é diferente da psiquiatria geral?
- Sim. O ciclo hormonal, as fases de gestação, pós-parto e menopausa, e os papéis sociais que recaem de forma desigual sobre a mulher interferem em como os transtornos mentais se manifestam e como respondem ao tratamento. A psiquiatria com recorte feminino investiga essas especificidades antes de fechar um diagnóstico.
- TDPM precisa de tratamento psiquiátrico?
- Quando a disforia pré-menstrual compromete o trabalho, os relacionamentos ou a rotina por dois ou mais ciclos consecutivos, o quadro já se encaixa nos critérios clínicos da TDPM e merece avaliação. A condição tem tratamento específico, que pode incluir intervenção medicamentosa, acompanhamento psicológico ou as duas coisas combinadas.
- Posso consultar durante a gravidez ou a amamentação?
- Sim. Existem medicações com perfil de segurança documentado para gestantes e lactantes, e a decisão técnica considera o risco de tratar versus o risco de não tratar. Em muitos casos, o quadro não tratado representa risco maior para a mãe e para o bebê do que a medicação indicada.
- Atendem por convênio?
- O atendimento é particular. Emitimos recibo com os códigos clínicos exigidos pela maioria dos planos de saúde para a solicitação de reembolso. Recomendamos verificar diretamente com o seu plano quais as condições vigentes.
Próximo passo
Marque sua consulta.
A primeira consulta é uma avaliação. Você não precisa saber o que tem antes de vir; precisa apenas descrever o que está sentindo. O restante é trabalho clínico.
Seg-sex · 09h-19h · Rua Manoel Coelho, 848, São Caetano do Sul
