TDAH é a sigla para Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, um quadro de neurodesenvolvimento que costuma aparecer ainda na infância e pode seguir presente na adolescência e na vida adulta. Os três sinais que costumam aparecer juntos são desatenção persistente, impulsividade e, em parte dos casos, hiperatividade. O que diferencia o TDAH de uma dificuldade pontual de concentração é a intensidade e a constância: o quadro afeta o estudo, o trabalho, a vida financeira e as relações por anos a fio, em ambientes diferentes, e não apenas em situações isoladas.
Na criança, o TDAH frequentemente aparece como dificuldade de manter atenção em sala de aula, perder material com regularidade, esquecer recados, falar fora de hora e ter dificuldade de esperar a vez. Na adolescência, costuma se manifestar como queda no desempenho escolar, procrastinação intensa, sensação de estar sempre correndo atrás do prejuízo. No adulto, os sinais são menos visíveis e mais sofridos: dificuldade de iniciar tarefas, atrasos crônicos, dispersão em reuniões, esquecimento de compromissos, sensação contínua de não conseguir entregar o que se propõe.
Nem toda desatenção é TDAH. Ansiedade, depressão, transtornos do sono, problemas de tireoide, uso de algumas medicações e fases naturais de sobrecarga também produzem desatenção. Por isso o diagnóstico é estritamente clínico, feito por médico psiquiatra ou neurologista, em mais de uma consulta. A avaliação revisa o histórico desde a infância, escuta pessoas próximas (família, parceiro, colegas de trabalho) e descarta outras causas antes de fechar o quadro.
No Instituto Alceu Giraldi, a avaliação de TDAH segue esse padrão criterioso. A primeira consulta dura uma hora e é dedicada à anamnese inteira. Quando há suspeita, o profissional pode solicitar exames, pedir relatos escolares ou profissionais, ou indicar avaliação neuropsicológica complementar. O plano de tratamento é construído junto com o paciente e pode incluir medicação, psicoterapia, organização de rotina e diálogo com a família ou com a escola, conforme a idade e o caso. Ninguém recebe diagnóstico de TDAH na primeira consulta sem investigação completa.
