O que é EMT começa pela forma completa: Estimulação Magnética Transcraniana, um procedimento médico não invasivo que usa pulsos magnéticos para estimular regiões específicas do córtex cerebral. Não há cirurgia, não há eletrodos implantados e o paciente permanece acordado e consciente durante todo o procedimento. A EMT foi aprovada pela Food and Drug Administration nos Estados Unidos em 2008 para o tratamento da depressão maior sem resposta a antidepressivos e, desde então, acumula evidências em outros quadros. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina reconhece sua aplicação clínica para depressão resistente e TOC, entre outros.
Durante a sessão, uma bobina posicionada junto ao couro cabeludo emite pulsos magnéticos breves que atravessam o crânio sem dor significativa e estimulam neurônios na área-alvo, mais frequentemente o córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo, região associada à regulação do humor. O protocolo padrão para depressão envolve sessões diárias de 20 a 40 minutos durante três a seis semanas. O efeito não é imediato: a resposta terapêutica costuma aparecer entre a segunda e a quarta semana de tratamento. Os efeitos adversos mais comuns são leves: dor de cabeça passageira e desconforto no couro cabeludo no local de aplicação.
A EMT não é para todos os casos de depressão nem substitui a farmacoterapia ou a psicoterapia em primeira linha. A indicação principal é a depressão que não respondeu adequadamente a pelo menos um ou dois antidepressivos em doses e tempo adequados, o que os clínicos chamam de depressão resistente ao tratamento. Há contraindicações: presença de metal na cabeça como clipes de aneurisma e implantes cocleares, histórico de epilepsia não controlada e algumas condições neurológicas específicas. A avaliação de elegibilidade é sempre médica.
