Quando a criança ou o adolescente precisa de avaliação.
A mente em desenvolvimento obedece ritmos próprios e comunica sofrimento de formas que diferem do adulto. Reconhecer um quadro clínico nessa fase exige formação específica, paciência técnica e envolvimento da família. Quando a investigação acontece cedo, a trajetória de condições como TDAH, TEA e depressão infantil muda de forma relevante.
A mente da criança não é uma versão reduzida da do adulto.
Crianças não descrevem ansiedade como adultos descrevem ansiedade. Um menino de sete anos com TOC pode se recusar a entrar no banheiro sem que ninguém saiba por quê. Uma adolescente com depressão pode parecer apenas emburrada ou difícil. A mente em desenvolvimento tem linguagens próprias de sofrimento, e o psiquiatra infantojuvenil aprende essas linguagens como parte da formação. Sem essa lente, quadros clínicos passam invisíveis por anos.
A avaliação de uma criança não começa e termina dentro do consultório. Os pais trazem a história do desenvolvimento: quando andou, quando falou, como foi a adaptação escolar, o que os professores relatam, o que mudou em casa. A escola informa sobre atenção, comportamento e relações com colegas. Sem essas fontes, o retrato clínico fica incompleto. Por isso a psiquiatria infantil inclui, por design, o envolvimento da família e, quando necessário, da escola.
A intervenção precoce tem impacto documentado em condições como TDAH, TEA e depressão que começa na infância. Isso não significa apressar o diagnóstico: diagnóstico precoce errado tem custo alto. Significa investigar com rigor e sem demora, nomear o que está acontecendo com precisão, e construir um plano de acompanhamento que inclua o paciente, a família e os demais profissionais de saúde envolvidos.
O que avaliamos e acompanhamos
Condições em crianças e adolescentes.
Cada quadro tem apresentação própria na infância e na adolescência: os sintomas que se veem no adulto raramente são os mesmos que se veem na criança.
TDAH
Na criança em idade escolar, o TDAH aparece como dificuldade de permanecer sentada, perda frequente de material, esquecimento de tarefas e impulsividade que perturba a aula. No adolescente, a apresentação muda: procrastinação intensa, queda de rendimento, sensação de estar sempre correndo atrás do prejuízo.
A avaliação de espectro autista pode acontecer em qualquer faixa etária. Em crianças pequenas, o sinal costuma ser atraso de fala ou de contato visual. Em adolescentes, o diagnóstico tardio é mais comum do que se imagina: crianças com boa capacidade adaptativa compensam as dificuldades sociais por anos.
Depressão infantil raramente se apresenta como tristeza visível. A criança irritável, que perdeu o interesse pelo brincar ou que apresentou queda de notas sem causa aparente pode estar deprimida. No adolescente, o isolamento social e a perda de prazer em atividades antes centrais são os sinais mais frequentes.
Recusa escolar, choro antes de entrar na escola, queixas físicas recorrentes pela manhã sem causa clínica identificada e medo intenso de separação dos pais são apresentações frequentes de ansiedade na infância. Na adolescência, o medo de avaliação e de situações sociais pode limitar a vida de forma significativa.
Rituais de verificação antes de dormir, necessidade de repetir ações um número exato de vezes, pensamentos intrusivos que causam medo e comportamentos de evitação que aumentam progressivamente. Em crianças, o TOC frequentemente passa por mania ou exigência antes de ser reconhecido como quadro clínico.
Hostilidade persistente dirigida a figuras de autoridade, recusa sistemática de regras e irritabilidade que vai além do esperado para a idade. O TOD não é criança mal-criada: tem critérios clínicos definidos e responde a abordagem combinada que inclui orientação familiar, intervenção escolar e acompanhamento psiquiátrico quando indicado.
Transtorno de conduta
Padrões persistentes de comportamento que violam direitos de outras pessoas ou normas sociais de base. O transtorno de conduta exige avaliação psiquiátrica cuidadosa para diferenciação de outros quadros e trabalho estreito com a família como parte central do plano clínico.
Profissionais
Quem faz a avaliação.
A criança chega com a família; o adolescente chega com a família e, progressivamente, por conta própria. A equipe trabalha essas três frentes.
Psiquiatra infantojuvenil com pós-graduação em psiquiatria e atualização dedicada à psiquiatria da infância e adolescência. Atende crianças a partir dos 5 anos e adolescentes. Treze anos de prática médica.
Psiquiatra com residência completa e RQE registrado. Experiência nas quatro fases da vida, incluindo a transição da infância para a adolescência e da adolescência para a vida adulta.
“Levei meu filho achando que era frescura de escola. A psiquiatra passou a primeira consulta ouvindo eu e minha esposa, sem apressar nada. Na segunda, o diagnóstico começou a tomar forma. Pela primeira vez entendi o que estava acontecendo com ele.”
Perguntas frequentes
O que os pais perguntam antes de marcar.
A partir de que idade atendem?
A psiquiatria infantil do Instituto atende a partir dos 5 anos. Para crianças menores, o acompanhamento psicológico pode ser indicado conforme a queixa. Em caso de dúvida sobre qual profissional é o mais adequado para a faixa etária da criança, entre em contato pelo WhatsApp antes de agendar.
Preciso trazer a criança na primeira consulta?
Depende da faixa etária e da queixa. Em crianças menores ou quando a queixa principal é comportamental, a primeira consulta frequentemente começa só com os pais, para mapear o histórico de desenvolvimento. Em adolescentes, a dinâmica costuma ser diferente. O agendamento esclarece esse ponto antes da data marcada.
Meu filho vai sair da primeira consulta com diagnóstico?
O diagnóstico psiquiátrico é clínico e exige mais de uma consulta. A primeira é escuta, mapeamento do histórico e observação. Apressar o diagnóstico em psiquiatria infantil tem custo alto. O processo tem o tempo que ele precisa ter.
Atendem por convênio?
O atendimento é particular. Emitimos recibo com os códigos clínicos exigidos pela maioria dos planos de saúde para a solicitação de reembolso. Recomendamos verificar diretamente com o seu plano quais as condições vigentes.
Para entender mais
O que a nossa equipe escreveu sobre psiquiatria infantil.
A dúvida sobre se o que a criança sente merece investigação já é motivo suficiente para uma primeira consulta. Você não precisa de certeza antes de vir.