Quando passamos por uma experiência traumática ou altamente estressante, o nosso cérebro nem sempre consegue assimilar essa informação e muitas vezes ficamos no “limbo emocional”, com a sensação “estou encalhado e não conseguir sair do lugar”.
Precisamos reconhecer que em algum momento da vida, o auxílio para sair desse limbo é fundamental. Tenho utilizado o EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares), para que a vida siga seu fluxo natural de desenvolvimento.
Leiam, que interessante o que acontece no nosso cérebro, durante e depois das sessões de EMDR:
A amígdala é responsável por identificar o perigo. No trauma ou na ansiedade crônica, ela fica hiperativa. É ela que grita “cuidado – perigo” e faz seu coração disparar diante de um gatilho de memórias difíceis, chamamos de disfunção quando reagimos com medo frente uma situação que não requer perigo algum.
No EMDR , trabalhamos com a regulação emocional, para que esse alarme seja disparado quando houver necessidade de se proteger do “perigo real” e o cérebro volte à funcionalidade natural.
O hipocampo é responsável por dar sentido às nossas memórias. No trauma, ele falha em registrar que o evento passou. É por isso que sentimos o medo hoje como se estivesse acontecendo agora ou como se fosse acontecer novamente o evento traumático, mantendo o sistema nervoso hiperativado.
Na terapia EMDR, o hipocampo finalmente entende que a memória passou e junto com ela o medo e o perigo.
O Córtex Pré-Frontal, é a parte racional e lógica. Durante o reprocessamento com EMDR, fortalecemos a conexão entre a emoção (sistema límbico) e a razão (córtex). Isso permite que você olhe para a situação e consiga dizer, “Eu estou em segurança agora”. não apenas com o cérebro , mas com o corpo.
Todo tratamento com traumas precisamos trabalhar com a neurobiologia, desta forma, seu Sistema Nervoso, entende “posso confiar e me tranquilizar nesse momento”.
Por que a estimulação bilateral é tão eficaz?
A comunicação entre os dois hemisférios cerebrais são ativadas, integrando a emoção e a razão, junto com as memórias perturbadoras, desta forma, o que em algumas terapias poderia levar anos, com a estimulação, o cérebro pode processar em algumas sessões, pois estamos indo direto na base neurológica da questão.
A neurociência nos mostra que o trauma não é uma sentença de prisão. O seu cérebro tem a neuroplasticidade necessária para que os eventos deixem de te perturbar, se estimulado adequadamente.












